domingo, 8 de março de 2015

Dia 8: desafio e comprometimento

Hoje, 8 de março, é comemorado o dia da mulher. Embora todo dia seja dia "santo", uma comoção maior atinge nosso ser, principalmente o de mulheres conectadas ao resgate do elemento feminino. O momento favorece a reflexão sobre a história do legado feminino, as transformações que a humanidade vem sofrendo com supervalorização do pólo masculino, e os desequilíbrios que se manifestam no meio ambiente a partir das nossas próprias ações.

Muitos esforços vem sendo feitos para garantir a valorização da mulher, o mais recente deles foi a criação de cotas para mulheres em conselhos administrativos aprovado pela Câmara de Deputados Alemã, em 6 de março de 2015. Não vou entrar no mérito da questão, embora essa medida irá minimizar a desigualdade de gênero no comando das companhias com mais de 2 mil funcionários. No Brasil, o aparato legal em defesa dos direitos da mulher avançou conforme demonstra a Lei nº 11.340/2006, Lei Maria da Penha, que tipifica e define a violência doméstica e familiar contra a mulher; a Lei nº 11.108/2008 do Direito ao/a acompanhante durante o trabalho de parto e pós-parto; as Leis de nº 11.106/2005 e 12.015/2009, que alteram substancialmente a tipificação dos vários crimes sexuais definidos no Código penal de 1940. Uma das mais importantes alterações diz respeito ao título “Dos crimes contra os costumes” para “Dos crimes contra a liberdade sexual”, apontando para uma adequação da lei aos novos paradigmas sobre os direitos sexuais e reprodutivos acordados nas Conferências das Nações Unidas da década de noventa.

Indo para um outro segmento, igualmente importante, verifica-se a difusão de formações de círculos para o desenvolvimento do feminino, com a responsabilidade de ativar a conexão das mulheres com o seu elemento de essência. Dessa forma, estamos vivendo um período de resgate de sabedorias ancestrais que vinculam, novamente, a humanidade no ciclo ambiental da natureza. Além disso, retoma o conceito "hipótese gaia", desenvolvida por James E. Lovelock, que descreve a Terra como um único organismo vivo, do qual nós, humanos, somos apenas uma parte dessa estrutura. Esses grupos têm a função de despertar a valorização de todos os elementos da natureza, principalmente das mulheres, pois ao longo dos últimos séculos seu papel na sociedade vem sendo subjugado, muitas vezes servindo apenas como objeto sexual.

Ainda há muito a ser feito. Pois, ainda verifica-se nas culturas atuais tratamentos desumanos contra as mulheres e suas crianças, bem como a destruição de tudo o que for referencial feminino, como por exemplo os atentados de destruição feitos pelo grupo Estado Islâmico recentemente, no Iraque, contra o Museu Nacional. Observa-se também a necessidade de um profundo resgate do elemento feminino nos homens. E esse é um processo de educação, que parte, principalmente, da conscientização das mães sobre o verdadeiro valor do elemento feminino.

Apesar, de tudo isso, e muito mais, que não foi exposto aqui, o dia 8 de março é um convite ao convívio familiar, a celebração do elemento feminino entre mulheres, homens e crianças, a vivências que envolvam a natureza, as artes em geral, a meditação e ao encontro espiritual com o Céu (Deus) e a Terra (Deusa).


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