segunda-feira, 8 de setembro de 2014

A mulher que dança

A mulher que dança foi embalada pelas águas do seu sentir dentro do ventre da sua mãe.
Depois de nascer, ainda pequenina, queria segurança em seu colo e chorava por um embalo.
Se sua mãe não cantarolava uma canção, gostava de encostar a cabecinha entre os seios e escutar o som que vinha do coração.
A plenitude era curtir o embalo no colo da mãe, que sem querer já ensinava o ritmo básico da dançar.
Maiorzinha, as vezes vestia as roupas e os sapatos da sua mãe para embalar as bonecas.
As vezes, até usava um chapéu para lembrar que o pai também embala seus filhos.
Serelepe, ao ouvir uma música seu corpo se punha a dançar.
A mulher que dança encontra todos os ritmos, mesmo que na sua imaginação.
Ela conhece o seu corpo e os seus sentimentos por isso reconhece o movimento da vida.
Dança em linha, dança em roda, dança sozinha.
Acredita que tudo na vida é uma dança vivida.
Criança, moça ou velha, ela sempre encontra tempo para expressar seus sentimentos e movimentar o seu corpo.
A dança é um alimento para a sua alma!




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