segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Por ao redor do mundo, em circular!

 Liberdade. Sina destinada ao povo cigano, que há muito tempo percorre o mundo em seus movimentos circulares. Desde os tempos passados, quando saíram da Índia rumo ao ocidente, os ciganos preservam sua identidade circular. É possível observar a sua relação com o círculo, a geometria básica do universo, na sua trajetória pelo mundo ao longo dos tempos, na disposição dos acampamentos, nas relações interpessoais onde todos são colaborativos em suas devidas funções e na arte composta pela sua música e dança.


Essa sina talvez não tenha sido uma opção, é muito mais provável que tenha sido uma imposição de outros povos daquela época. E assim surgiu um tal grupo nômade, que ao vagar pelo mundo enriqueceu de sabedorias e contribuiu para a formação de diversas outras culturas. Certamente, é bem menos romântico pensar nas adversidades sofridas, no entanto sempre saltou aos olhos gadjós (não-ciganos) suas roupas coloridas, a intensidade de suas emoções, culinária, música, dança, encantaria. 

O nomadismo conferiu ao ciganos uma forte ligação com a natureza e o respeito aos ciclos de tempo. A observação da lua, dos ventos, o aproveitamento e utilização dos alimentos, ervas e flores, são exemplos de conhecimentos que os ciganos carregam em suas caravanas pelo mundo, hoje em dia bem mais modernizadas!

E quando o sol descansa para reinar o luar, costuma-se ascender a fogueira que, além de aquecer e aconchegar momentos de dança e música, proporciona a transmissão de contos e legados. Assim, os velhos convivem com os jovens, as crianças brincam e as mulheres bailam. Suas saias coloridas e rodadas a girar movimentam o ar e novamente nos deparamos com o movimento inerente a circular.


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