terça-feira, 14 de agosto de 2012

A História do CHAPÉU - e algumas curiosidades também

O chapéu é um item do vestuário que surgiu nos povos primitivos aproximadamente 4.500 anos a.C. Inicialmente, foi criado para proteger a cabeça das intempéries do tempo - sol, chuva, frio. Mais adiante, este adereço passou a ser utilizado para a caracterização do sexo masculino salientando a sua responsabilidade pela defesa da tribo. Posteriormente, foi associado aos níveis sociais: os reis usavam coroas, os sacerdotes a mitra e os guerreiros o elmo.



Tanto masculino quanto feminino, o chapéu foi fortemente influenciado pela moda adquirindo, ao longo do tempo, diversos formatos e associando-se à uma função social, profissional ou cultural. Dessa forma, ele se tornou em um importante elemento que caracteriza a personalidade de uma determinada pessoa pela sua forma, cor e material. Houve períodos na história que a etiqueta indicava a nenhum senhor, senhora, nem mesmo uma criança ousar sair de casa sem o adorno.



O uso do chapéu na dança segue a expressão cultural e figurativa da vestimenta que caracteriza uma determinada região. Por exemplo: no Samba de Gafieira diz-se que, antigamente, o malandro da Lapa fazia uso de um terno branco, sapatos preto e branco, ou marrom e branco e, por debaixo do paletó, camisa preto e branca ou vermelha e branca, listradas horizontalmente, além de um Chapéu Panamá ou Palheta. Já, no tango os homens usam camisas de seda e calças com corte afunilado nas pernas. Chapéu, que pode ser de dois tipos: o chambergo tem abas longas e fica meio de lado na cabeça do homem, cobrindo um dos olhos. Ou, o funghi, que vem de fungo, possui abas curtas e era mais usado pelos homens da periferia.



Simbolicamente, o chapéu representa um significado muito especial, pois este ocupa o lugar mais alto do corpo: a cabeça. Por estar mais perto do céu e sediando o consciente/inconsciente a cabeça é considerada a capital do corpo. Sendo assim, ele protege tanto a cabeça (sol) quanto o seu conteúdo. Exerce uma função intermediária entre o céu e a terra protegendo o próprio indivíduo dos seu extremos, a água e o fogo. Sugere a capacidade de concretização e realização das idéias assumindo uma natureza masculina, forçando o indivíduo a assumir e a integrar os seus propósitos internos com o mundo externo.


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