quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A Dor faz parte, o Drama é opcional

Este texto à seguir foi retirado do jornal Bem Estar, n°53, agosto de 2012.Resolvi postar tal como está no jornal, pois nele já está contido tudo o que eu penso a respeito deste tema. E tenho me deparado constantemente com pessoas trazendo este questionamento: Sofremos por quê?Lembrando que todos os dias temos novas oportunidades de mudanças, de planejamentos e realizações, basta escolhermos sermos felizes e estarmos em comunhão com o propósito divino pertinente a cada um. Parece fácil, mas requer compromisso e transpiração, disciplina, amor e humildade!


"Esquivando-se do sofrimento perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O drama é opcional.


Definitivo, como tudo o que é simples: nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.Porque sofremos tanto por amor?O certo seria a gente não sofrer. Apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.

Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos tudo o que foi desfrutado com ela e focamos nos aspectos irrealizados, passamos a sofrer pelas nossas projeções, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido e não conhecemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados pela eternidade, não em tantos que beijamos.

Mas, poderíamos ser agradecidos por tudo o que vivemos com uma pessoa que amamos e nos amou, não é? Porque tantas coisas boas vividas com alguém não geram sentimentos de dádiva e agradecimento?

E no trabalho? Sofremos não porque é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ir no cinema, conversar com amigos, nadar, namorar. Podemos melhorar nosso trabalho? Podemos. (Ou então mudar de trabalho). Porque escolhemos a queixa e o sofrimento?

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Procuramos entendê-la ou simplesmente lamentamos por ela não poder ser tudo o que esperamos e idealizamos?

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Mas, vale a pena sofrer pela derrota de um time num esporte em que vencer ou perder é a graça de tudo?! Criamos dor em algo tão superficial, por quê?

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. Mas, quantas coisas interessantes podem ser vividas com uma idade mais avançada e novamente não estão sendo cogitadas...

Como aliviar a dor do que não foi vivido?!

A resposta é simples como um verso: se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivemos mais poderemos nos convencer que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nos faz não arriscar.

Por medo de sofrer não nos arriscamos a viver.

Esquivando-nos do sofrimento perdemos também a felicidade.

A dor na vida é inevitável - ninguém nunca afirmou ser possível viver sem sofrer. Já o drama é opcional."

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