quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Sobre as POLARIDADES

Chamamos de polaridades o conjunto de observações que em condições opostas dizem respeito sobre um mesmo referencial. Ou seja, polaridades são extremos de uma mesma coisa. Como tudo na natureza, pelo menos nesta dimensão de evolução, está sujeito a ação do espaço e do tempo forma-se, então, a noção de dualidade. O céu e a terra, o inconsciente e o consciente, a mente e o corpo, o objetivo e o subjetivo – exemplos de manifestações da dualidade humana que simbolicamente aparecem em forma de imagens e crenças nos trazendo conceitos e informações sobre nós mesmos e o mundo – a realidade na qual vivemos.
Também podemos denominar toda essa dinâmica como energia. A energia se movimenta de um pólo ao outro, intermitentemente, estabelecendo uma comunicação entre eles. Na prática, o que ocorre na dinâmica são as nossas experiências vividas em diferentes níveis de sentimentos ou padrões de consciência, que aparecem como vontade, poder, afeto, realização no trabalho etc. E fazem com que sejamos capazes de dar sentido e direção para elas. Ora assumem o caráter de uma pulsação progressiva de dentro para fora; ora, regressiva. Na pulsação regressiva temporariamente reavaliamos nossas crenças com a finalidade de resgatar valores que ficaram abandonados no passado e incorporá-los no presente.
Este movimento, este jogo, esta dança por entre os pólos nos acumulando vivencias e experiências trazem gradualmente à luz da consciência o autoconhecimento levando-nos para a integridade. Um bom equilibrista brinca com os opostos, sonha, compartilha, e o caminho da vida vai sendo construído. Talvez surja um caminho inesperado, mas possível de ser compartilhado. Porque o caminho só aparece quando nos disponibilizamos para o amor, ou seja, para o equilíbrio, sem tentar controlar para onde tudo irá levar!

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