quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Arquétipos do Tarot, Danças Circulares Sagradas e Polaridades

A projeção do mundo interior no exterior é a forma como a psique funciona. Nem percebemos isto acontecer por tão inconsciente que é na sua natureza. As cartas do Tarot representam simbolicamente as nossas forças instintuais lançadas no mundo exterior como reflexos de um espelho da realidade interior - a isso denominamos de arquétipos. Pode ser que as cartas variem de acordo com a cultura, mas seu caráter essencial é universal.
Observando as imagens contidas nas cartas vemos o contraste do mundo dual/polar através das cores, do gênero, da geometria, dos símbolos contidos, da vibração numérica, do próprio arquétipo. Esse tipo de auto compreensão, pela confrontação dos arquétipos e pela relativa liberação de sua compulsão, torna-nos cada vez mais capazes de responder a vida de maneira individual. Dentro dessa lógica, aquele que tem pouca percepção dos arquétipos age por forças desconhecidas. Só é capaz de fazer escolhas diferentes da multidão e de expressar-se por si mesmo aquele que possui um grau maior de auto percepção.
Na primeira edição, buscamos desenvolver a auto percepção das polaridades nos arquétipos do O MAGO(I), A PAPISA(II), A IMPERATRIZ(III), O IMPERADOR(IV), A TEMPERANÇA(XIV), A LUA(XVIII), O SOL(XVIIII), e O MUNDO(XXI). Identificamos os princípios genuínos yin/yang e suas manifestações através dos relatos de cada participante sobre a sua interpretação individual e coletiva de cada carta. E para enriquecer essa jornada aliamos o embalo da música e a expressão da dança. Foi maravilhoso!
Nesta edição do evento O CARRO(VII) nos conduziu para a jornada interior como o veículo que conduz para o auto descobrimento. Para isso, nos despojar de conceitos pré - estabelecidos, como quando éramos crianças diante de algo novo ou inesperado. Visto que é um meio de transporte mágico, bastou fechar os olhos e imaginar-se confortavelmente instalado e preparado. A essência deste arquétipo é o movimento, a fim de cumprir o seu destino singular e comprometido com a harmonia, assim reza o sete.
Usando a dança como ferramenta lúdica, especialmente as Danças Circulares Sagradas, nós podemos vivenciar e perceber o jogo das polaridades e suas múltiplas possibilidades de manifestação. Sendo a dança capaz de existir no tempo e no espaço damos vazão as nossas potencialidades criativas, nossas emoções e sensações. Pois liberamos as simbologias e imagens que nos constituem – sendo reprimidas ou não - proporcionando o reencontro com a essência genuína que cada indivíduo possui a fim de se reintegrarem a totalidade.
O ambiente das Danças Circulares Sagradas é muito rico e traduz as simbologias e as imagens que acompanham o homem desde os primórdios de sua existência. As formas geométricas originadas da figura do círculo espelham a unidade da natureza e do cosmos. Essa característica somada ao movimento estruturado do dançarino e baseado nas imagens simbólicas das tradições, cujo potencial espiritual é o condutor de energia, nos aproxima novamente de um aspecto total da criação. Na medida em que vivenciamos o próprio centro da existência meditamos sobre essas imagens que foram surgidas na origem da luz. E dessa forma, a trajetória do dançarino cresce para além da sua biografia pessoal.

2 comentários:

  1. Oi, Carol! Tá muito legal a página, favoritei aqui. A vivência também foi ótima.
    Tenho fotos e um vídeo pra te passar, além do acerto pra fazer, me dá um toque quando fores à Casa Z.
    A vivência de 11 de março vai ser lá ou em Ivoti?
    Parabéns por todo o trabalho.
    Beijocas.

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    1. Oi Sami, obrigada pela presença; por compartilhar comigo muitos momentos importantes, inclusive este! A vivência de março será na Casa Z. Todos os meses num dia do final de semana estaremos com a roda aberta e alguma proposta para compartilhar! Beijosss

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